domingo, 29 de março de 2009

boa vida.

Problemas novos, caras novas.
O mundo continua girando
e embaralhando todos nós;
dando-nos novamente.
Várias e várias vezes
repetidamente, sem nenhum padrão.
Por sorte temos um coração
que nos liga à vida e às pessoas.
Para que não nos desliguemos
e não caiamos no infinito que é o mundo.
Bocas novas, novos gostos,
abraços.
O amanhã é sempre novo.
Uma vida a cada final de semana.
Todos os cheiros e cores
enfeitando nossas novas vidas.
A essência é sempre a mesma.
É o sorriso, o olhar.
E isso não precisa mudar,
isso vem do coração.
Isso é o que nos liga
à ele, à ela.
Tudo. Todos.
E num coração cabe tudo.
Todos.

terça-feira, 24 de março de 2009

Me pegava tentando descobrir essa menina. Tem mistério, admito, mas não se faz por esconder. Não é explícita como se pede hoje em dia, eu te amo por bom dia. Mas sente como todos nós, sabe o que é carinho, sabe do gostar. Sabe ser atenciosa e sua pose de mulher consegue até assustar.

Não é simples. Tem beleza no olhar. E essa é a maior beleza.

Coração de ouro escondido atrás de uma forma adulta. E um mimo fofo atrás de toda força e companheirismo. E essa é a fórmula perfeita para bons amigos.

Já não tem ingenuidade, mas tem pureza pra amar hoje em dia. Nesses tempos de mofo do mundo, época vagabunda de uma geração olheira. E ainda há paz em algum lugar. E é sempre dentro do coração dos nossos amores. Daqueles amigos que valem mais e muito mais. E na amiga mãe que todo mundo precisa.

Eu agradeço a todos que hoje seguem do meu lado e alegram meu coração dia após dia.

Mas por sua sinceridade, clareza e todo sentimento especial que você é capaz de expressar e fazer nascer nos outros ao seu redor, Nina, uso pra você minhas palavras. Pra saber que comigo pode contar. Que eu espero pra você o melhor da vida e a cada queda, força e alegria pra recomeçar. E no que depender de mim, isso não vai faltar.

Cash te ama, Foco!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

terça-feira, 21 de outubro de 2008

pombas!

Essa senhora se parece comigo. Talvez mais só do que eu, mas tão mais feliz. Ela, possivelmente, já não tem com o que se preocupar. Já passou por toda a preocupação.

Tinha certeza de que ela ia alimentar as pombas. Piedosa. Sinal de vida vivida.
Caminha sozinha, mas não economiza palavras.
A criança com a bola colorida também parece despreocupada. Talvez eles se pareçam mais do que eu com qualquer um deles. Visto que de tudo ou nada, estou na experiência. Vendo formas em moscas no ar.
A moça da casa abaixo chama a senhora pra conversar. O assunto é banal e eu permaneço sentada a observar. Não ouço nada, mas falam de pombas. A senhora sai de lá. A moça entra. E eu aqui remoendo pensamentos sobre a vida.
Devo ter mais o que fazer do que elas duas. Vou embora.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

alma.

Não sei como é que está minha cara. Mas se estiver como a alma, não diz nada.
Ouço meu cantor favorito só pro tempo passar.
Agora ela tá com ele. Ninguém sabe, ela disse, o que pode acontecer. Então não sei.
Então sem saber, volto pra casa.
No caminho cheia de poesia. Pego um jornal pra anotar.
Conto histórias de um amor e duas meninas engraçadas.
Ninguém sabe, ela me disse, então não sei.

sábado, 20 de setembro de 2008

Crianças desde pequenas aprendendo intolerância. A noite é suja. Não tem nada pra ver.
E nem nesse dia tão frio, está tão frio assim.
O homem da janela me observa e eu tenho raiva dele. Imbecil.
Devia dormir, não quero ser observada.
Mas há noites em que nem as noites me deixam sozinha. As ruas não são vazias. As luzes me assustam. Calma. É só o vento.
Tô com horror à vida. Toda imprevisível, se sentindo a dona da verdade. Não sabe de nada.
E eu vou me dar um câncer pra me acalmar. Não sei de nada.
Dá vontade de me entorpecer de silêncio. A luz de novo.
Me atrapalha. Vou acostumar. Calma.
O barulho de salto na rua me faz pensar pra onde ela vai.. me tira um pouco da minha vida e me coloca na dela.
Não importa. A noite é longa.
O céu todo escuro me lembra a Serra nas noites de viagens de família tão entediantes.
O cara bêbado me lembra das minhas noites de aventuras tão excitantes. Claro que importa.
Mas por que ele não cala a boca? Quero ficar sozinha.
Chega de escrever. Tô cansada.
A luz de novo.
Droga.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

- Você já mentiu pra mim?
- Que eu me lembre não. Por quê?
- Então se lembre.
- Mas não consigo lembrar, acho que nunca menti. Por que mentiria?
- Me diz você.
- Eu não mentiria.
- Ah sim.
- Acredita em mim?
- Que eu me lembre sim.

bancando a Beatriz.


Um erro tão banal. Daqueles que não se sabe a cor. Sem razão. E não, não há mesmo um porquê. Nem hora, nem lugar. Um erro perdido. Tão fatal quanto a vida.
E sozinho ele se revela, como se fizesse parte da minha nova cara.
Ou fosse minha cara inteira.
E ela, com toda a razão, faz a mala e vai embora.
E não adianta justificar. Justificar o quê? Nem era eu lá, sei lá quem eu era. Nada a dizer. Só desculpas desgastadas por nada. Só poeira, porque é mais suja que o nada.
E eu fui mais suja que em todos os anos da minha vida. Me restou apenas uma opção: sentar e esperar pelo perdão.
E ele veio.. assim, como quem não quer nada. Um fio de esperança envasada.
Fui ao encontro, então, do meu amor e o seu perdão. Como um conto já revelado, a verdade estava lá. Mas por razão de minha sujeira, não pude enxergar. "...mesma hora, mesmo lugar".
Ao chegar, de longe reconheci sua sombra... criada pelo sol tão forte em meus olhos. Sempre no mesmo lugar... Mas espera. Não estava sozinha.
Fiquei longe o suficiente para não ser notada e perto o bastante para ser a mais fiel espectadora de toda a cena. Mas numa estada não-premeditada. Como se ali já fosse o meu lugar.
Paralizada, só senti o coração pulsar. Nem piscava. Supreendida pelo próprio veneno, ali era minha emboscada. Tão perfeita quanto podia ser. Nem minha dor ela poderia ver para ter um pouco de pena e amolecer do coração, mas eu receberia todo o castigo que ela queria me dar.
Minha amada em outros braços e sendo beijada. E eu observando calada, com a calma que só o desespero dá.
Ainda sem controlar todos os meus nervos, peguei o maço do bolso e coloquei um cigarro na boca. Sorrindo, acendi. E disse o que seriam as últimas palavras da minha alma viva para a que já morria:

"C'est la vie, mon petit. Há um preço a se pagar."

terça-feira, 26 de agosto de 2008

a tinta lá.

Parece que fiquei analfabeta de repente. E letra após letra não fazem sentido na tinta azul do papel.
As árvores continuam lá, suas folhas todas verdes.. Algumas amarelas.
As nuvens indo pra lá e pra cá; o sol se escondendo como quer e todo dia uma sombra diferente no quintal me mostra um tipo diferente de mulher.
E a tinta continua lá.
O que era molhado seca, o frio chega, o vento carrega... o nada.
E a tinta lá.
Alguns valores mudam, algumas pessoas se perdem, outras acham o seu lugar.
Histórias são contadas e da minha boca não sai nada; é uma imensa falta de ar..essa falta de palavras.
A lua muda de forma, a vida vai pra nenhum lugar.
O barulho de água lá fora é tão artificial quanto essas palavras feitas para preencher minhas linhas.
E elas continuam sendo só tinta.
Tão vazia. Tão seca. Que se expreme e não sai nada.
Só tinta.
Vida vem, vida vai.
E a tinta lá.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

baday.


Não consigo me livrar dessa sensação de dia ruim.
De dia não querido,
Em que por mais que você tente
As coisas não acontecem.

Até mesmo algo que te deixaria magoado, bravo
Para depois ter uma bela reconciliação,
Não o deixa.

Nesses dias frios
Em que nem chover, chove
É só frio e nada mais
Frio e vazio.

Dias em que se prevê coisas ruins
Ou acha que sim
Ou elas vêm acontecendo por si
E você já esperava

Porque é um dia ruim.